O adeus.

Ontem coloquei no meu facebook um texto que escrevi aqui quando meu avô faleceu, nos comentários Camila Leonel colocou um texto lindo que de uma forma poética fala sobre o significado da morte:


(...) E o ancião disse uma coisa linda:
- Imagine que você está à beira do mar e vê um navio partindo. Você o
fica olhando e ele vai se afastando e se afastando cada vez mais, até
que, finalmente, parece apenas um ponto no horizonte, lá onde o mar e o
céu se encontram. E você diz: "Pronto, ele se foi". Foi aonde? Foi a um
lugar, que a sua vista não alcança. Só isso.

E após uma pequena pausa o ancião prosseguiu:
- O navio continua tão grande, tão bonito e tão imponente como era,
quando estava perto de você. A dimensão diminuída está com você, não
nele. E naquele exato momento, em que você está dizendo: "Ele se foi",
na outra margem há outros olhos vendo-o aproximar-se e outras vozes
exclamando com júbilo: "Ele está chegando!"

(autor desconhecido)



É, eu não sei o que vem depois e se algo realmente vem, mas é uma forma linda de acreditar que a pessoa que se foi de alguma forma continua ali, e continua mesmo porque tenho certeza que a nossa alma se junta à natureza para fazer parte desse espetáculo lindo que é a vida!

Mas se é pra falar de amor...

Se for para falar de amor eu sei bem, o amor é a maior e mais linda invenção humana, como diz um professor meu o amor tinha que existir para que as pessoas não se matassem, sem o amor o ser humano já estaria extinto! Como não há uma definição única ou uma única forma de amar nascem os problemas, problemas decorrentes da falta de homogeneidade humana (evento esperado, claro).

Há pessoas que sentem algo diferente e juram que já estão amando, outras que pensam que o amor só acontece uma vez, também tem os que confundem o amor com a paixão, os pessimistas dizem que amor só de mãe enquanto os otimistas são capazes de amar e amar depois de ter tido um grande amor. Tem pessoas que dizem 'eu te amo' com mais facilidade que 'bom dia' ou 'obrigado', outras que amam de verdade mais nunca disseram...

Para mim o amor é algo que prezo muito, busco-o em tudo que faço e tento encontra-lo em todos os cantos pra onde direciono meu olhar! Na verdade, o amor é o que move minha vida e é o que me dá forças para eu continuar minha caminhada por esse mundo que as vezes se mostra tão frio, tão cru!

Mas se for para falar sobre amor preciso dizer o que acho dele. Para mim esse sentimento é algo que se constrói com o tempo, é algo que vai surgindo a partir dos conflitos, das diferenças, da história, do 'abrir mão'. Amar é respeitar, é falar a verdade, é fazer algo só querendo em troca um sorriso verdadeiro, amar é querer e fazer de tudo pra estar junto (mesmo quando isso parece ser loucura), é saber esperar o momento certo para agir, é conhecer a pessoa como se conhece a si mesmo.

Amar é conhecer os defeitos, aceitar os erros, morrer de desejo. Mas amar também é saber quando não se pode mais continuar amando e o amor continua presente quando ele tem morrer, nesse caso quem precisa atuar é o amor próprio (outra forma linda de amor).

Como tudo na vida, alguns amores precisam ter um fim e o mesmo processo que o construiu pode o destruir, afinal de contas tudo que se constrói, desconstrói (talvez mais rápido, talvez leve mais tempo). A ideia que se precisa ter em mente é que sempre há a possibilidade de recomeçar, recomeçar, recomeçar de olhos abertos para não perder de vista o que o amor realmente significa para sua vida!

O amor me move.