Quem é você?

Mas me diga, quem é você?
Quem é você por trás das expectativas dos seus pais?
Quem é você sem leis e regras sociais?
Quem é você sem o que a tua religião diz pra ser?
Quem é você sem o discurso da tua profissão ou curso?
Onde posso te encontrar se a coisa que você mais gosta acabar?
Onde eu posso te encontrar se os teus sonhos forem frágeis?
Você ainda existirá se eu não te reconhecer ou você precisa de um espelho
para poder ser?
Mas quem é você sem ter tudo que tem?
Você seria o mesmo se agisse de acordo om o seu pensamento?
Você seria o mesmo se eu dissesse tudo que penso?
Quem é você sem medos sem quedas sem traumas?
Quem seria você se não fosse a saudade?
Quem seria você sem a bondade?
Você seria? Seria você?
Quem é você sem sua história?
Você sempre foi o mesmo?

Com essas perguntas quero dizer que o 'ser' é líquido, ele pode mudar, pode endurecer ou evaporar, tudo depende de onde você o coloca. Isso significa que não precisamos gastar tantas energias com coisas que podem não existir no outro dia, significa que todo dia é dia de tentar de novo e acreditar de novo ou esquecer de vez! Enfim, "viva a vida mais leve, não deixe que ela escorregue que te cause mais dor"...

“Arranca metade do meu corpo, do meu coração, dos meus sonhos.
Tira um pedaço de mim, qualquer coisa que me desfaça.
Me recria, porque eu não suporto mais pertencer a tudo,
mas não caber em lugar algum.”
José Saramago


...

Foi amor.
Deu calor.
Deu tremor.
Fizeram-se planos.

Foi engano.
Foi rasgando...
Foi quebrando...
E morreu.


Quando um filme te ensina...


As pessoas tem muito medo de pensar que as coisas podem mudar. O mundo não é só feito de merda, mas é difícil para quem se acostumou com as coisas como elas são. Mesmo que sejam coisas ruins é difícil mudar, então as pessoas desistem e quando isso acontece todo mundo sai perdendo..."

Essa frase é de um filme que acabei de ver e que me fez chorar muito: a corrente do bem. Esse filme aborda a certeza de um menino de que ele pode mudar o mundo com gentilezas, pequenos gestos, com os conhecidos ou desconhecidos (nao vou falar muito que odeio spoiler). Enfim, é um filme que merece ser visto.

E ele me fez pensar em como é difícil mudar, como é difícil sair da nossa zona de conforto, onde tudo é tao lindamente planejado que ao acordarmos só precisamos reproduzir o nosso 'eu' de ontem e fazemos isso sem ao menos perceber o quando o nosso ser esta enferrujado. Usando roupas pequenas para o nosso tamanho, com amizades pequenas, aceitando atitudes pequenas, vivendo uma vida pequena e se permitindo ao mínimo e tudo isso por MEDO do novo, mas o novo pode ser a cura. Permita-se!

#Reflitam

Texto do site Casal sem vergonha!


Amar não é pra qualquer um. Amar exige tempo, exige abrir mão, existe dedicação. E nem sempre se quer doar tempo, abrir mão e se dedicar a outra pessoa. Há pessoas que simplesmente não sabem amar – ou não querem amar. Acham amor um fardo muito grande, pesado, sofrido e arriscado demais.

Direito delas.

Daqueles que não amam, há dois tipos. O primeiro deles é aquele que já amou antes. Geralmente, esses são do tipo que se jogaram de cabeça, deram mais do que deveriam dar, colocaram o outro num pedestal. E, fatalmente, se decepcionaram. Porque o amor tem dessas coisas – é preciso estar preparado pra cair. Cair de cara. É como o artista que, depois do auge, tem que estar preparado para despencar. Poucos tem o privilégio de se manterem no topo durante a vida toda – o universo, geralmente não permite. Há que haver espaço para os novos, para os iniciantes, para os cheios de motivação. E aí, é preciso de contentar com os 5 minutos de fama. Ou morrer de dor. Esse tipo dos não amantes aos quais me referia, provavelmente morreram de dor. Amaram demais e não estavam prontos para a queda, não aguentaram sentir o prazer dos cinco minutos de amor e ter que abdicar disso. E, decidiram então, não amar mais.

Há também os que já sacaram que essa coisa de amor não era para o bico deles. Viram, observaram, refletiram. E decidiram fazer outra coisa da vida que não fosse amar. Respeitável. Só que, não querer amar, não implica em não se envolver em relações pessoais. Relações, digo, no sentido original da palavra. Porque, nesse sentido, a partir do momento em que você começa uma conversa com alguém, está se relacionando com a pessoa. Os não amantes dessa categoria, geralmente gostam de se relacionar, mas não querem amar. Param sempre antes desse ponto. E machucam – mesmo que sem intenção. Porque, acredito eu, que a maioria deles não tenha intenção de sair por aí magoando pessoas, mas é que é difícil encontrar pessoas do mesmo time, que querem apenas viver o lado bom dos relacionamentos que vem antes do amor.

Difícil recriminar os que fazem essa escolha. Porque, como disse antes, o amor pesa, machuca, exige, dilacera. E tem um lado bom que da pra viver sem necessariamente amar. Boa companhia, é uma delas – como é bom ter alguém pra acompanhar os momentos bons da vida, afinal, as experiências, quando vividas sozinhas, perdem um pouco da graça. A graça maior está em compartilhar. E, pra isso, não é preciso amor. Sexo é outra coisa. Por que, por mais que confundam, sexo bom não é aquele feito necessariamente com amor – sexo bom, requer intimidade. Até pra dormir de conchinha, não precisa amar. Basta ter um outro corpo, aconchegante, fazendo o encaixe e trocando calor. E tem pessoas que, simplesmente, fizeram essa escolha. Recriminá-los, seria como recriminar aqueles que escolheram não ter filhos ou continuar morando com os pais depois de velho. É uma escolha pessoal.

Se as pessoas não recriminassem tanto os que não querem amar, poderiam obter deles uma relação proveitosa e até feliz, mesmo sem amor. Mas, como não se pode falar que não se quer amar, os que fizeram essa escolha geralmente não se abrem, vão indo nos relacionamentos até que, quando percebem que o amor vem surgindo, somem, desaparecem, inventam qualquer desculpa do tipo estou-indo-pro-Japão-a-trabalho. E colecionam filas de corações quebrados, de lamentações, de questionamentos do tipo o-que-eu-fiz-de-errado. Na verdade, você não fez nada de errado. Apenas, descobriu tarde que as intenções de vocês não batiam. É como o cara que é louco por filhos mas que se envolve com uma mulher que quer ter 10 cachorros invés de pupilos correndo pela casa. Nada de errado, apenas conflito de interesses.

Mas como na vida o livre arbítrio é sempre defendido – mesmo que nem sempre, respeitado – me reservo o direito de dizer que acho que a vida vale muito mais a pena quando existe amor. Amor daqueles quentinhos, de aconchego, de conforto. Sou uma viciada em amor. Amo pessoas que nem conheço. Amo cachorros quando olho dentro daqueles olhinhos. Amo plantas, quando relembro o milagre que elas são. Amo, porque sou viciada nos efeitos que só um amor, daqueles bem profundos, propiciam. Já cai, chorei, morri de dor por amores. Mas, no final, sempre achei que o sofrimento valeu a pena. Obviamente, não no calor da dor – naqueles dias em que se acha que tudo está acabado e quando o próximo sorriso parece ser a coisa mais utópica do mundo. Mas ele sempre vem. E, junto com o retorno do sorriso, vem sempre a vontade de amar de novo – porque, quem sente uma vez, dificilmente consegue largar o vício.
"

Link: http://www.casalsemvergonha.com.br/2011/09/12/ele-nao-sabe-amar/