Hoje é dia de Catarina

Intervenção Externa
Eu pego a sua dor e junto com a minha. Perto elas parecem tão leves e fáceis, tão mínimas. 

Eu pego o teu cansaço e junto ao meu. E quando estamos nesse encontro em que canto o cansaço se escondeu?

Eu pego a fragilidade do teu sorriso e junto com a vontade de cessar meu choro e nessa via de mão dupla eu te trago um encanto, tu enxugas meu pranto e, juntos, nós somos.



   
Catarina e Sofia! =o)



Eu te dou o meu olhar e você é livre para escolher se a mim algo quer direcionar, mas não se pressione, o meu nariz não almeja teu riso, quero mesmo é contigo criar vínculos.

Nesse encontro eu aprendo que as coisas simples não duram um momento, subo minha energia para encontrar com o teu vento e o hoje se constitui como o melhor dia do resto das nossas vidas. Vem com a alma, grande amigo, que eu te devo a minha calma.



 
Melhores companheiros do mundo!







Uma conversa sobre essência

Emanar amor. Exaltar a vida. O Teatro Mágico é a coisa mais viva que eu conheço mesmo. Aninha publicou um vídeo no facebook que me fez refletir a tarde toda sobre o que essa "banda" significa pra mim, O TM é mais do que uma banda ou uma trupe, é filosofia de vida! É essência e muito mais.

O TM faz eu sentir o mesmo que o Palhaço Terapia está fazendo nesses últimos meses, bom pra mim que tenho duas coisas que fazem eu me sentir viva, completa e incrível; coisas que se constituem pra mim como um oásis. O show do dia 23 foi maravilhoso, o melhor de todos na minha opinião, eu me senti fora do meu corpo. Pra ser mágico não precisou do Cidadão de Papelão nem de Toicinho, não precisou ter alguém cuspindo fogo, nem de um monstro, não precisou de Gabi e muito menos do Rober. Pra ser mágico não importa o preço da blusa da banda, não importa se a banda está entrando na mídia ou se antes iriam ser só três álbuns e agora, visto que "está famosa", já está indo para o 5°! O Teatro Mágico é mais que isso. O que verdadeiramente importa, pra mim, é a POESIA, é a forma de Anitelli cantar e da banda acompanhar com a alma, são as letras que conversam comigo e relatam meus labirintos e desejos mais profundos. Não me sinto sozinha ao ouvir essas orações... A magia pra mim só acabará quando não houver mais brilho nos olhos dos integrantes, quando o meu brilho dissipar.

No começo da trupe, quando Anitelli tinha como proposta só três álbuns, ele disse que a banda iria amadurecer com o passar do tempo; disse que iria se tornar mais crítica e isso pode ser visto no 3° CD A Sociedade do Espetáculo. Amadurecer e ser crítico não significa perder a arte e a magia. Há essência no amadurecimento e a banda pra mim continua LINDA do mesmo jeito, sabe?! Enfim, estou falando coisas partidas porque é o que está vindo em mente, é porque eu não entendo quando falam que a banda não é mais a mesma, claro que não é gente, a gente está sempre em constante mudança, somos afetados pelo mundo e o afetamos, isso é o ciclo da vida. 

Parece-me que muitos brilhos no olhar são perdidos pela nossa mania de nos prender a características do passado. Um crime.

O Teatro Mágico significa liberdade, no show ou no meu quarto cantando aquelas orações (músicas) eu me sinto livre pra gritar, chorar, fazer caretas e deixar-me ser desengonçada. Deixar-me ser! Quando eu escuto Sina Nossa minha vontade é de sair nas ruas dizendo que a sina dos seres humanos é se ensinar, uns aos outros; dizer por ai que a demanda do mundo é amar. Que coisa mais linda pra se dizer. O Teatro Mágico é a coisa mais linda que eu já vi, é a poesia na sua concretude, é o amor tangível. Dinheiro nenhum paga isso.








Depende

A única certeza que eu tenho sobre o mundo não é em relação à morte, é relacionada à relatividade das coisas que constituem o mundo. Tudo é relativo: feio, bonito, caro, barato, bom, ruim, gostoso, fino, etc; tudo depende do olhar da pessoa, das experiências e bagagens que cada um de nós trazemos ao darmos nossa humilde opinião sobre algo. A forma que olhamos (olhar no sentido de entrega) é o que define nosso grau de alegria, tristeza ou frustração quando algo acontece; a forma que olhamos define quem somos e como será a nossa reação frente as surpresas do mundo. 

Toda essa ladainha é pra falar sobre um texto que eu li de Gabito Nunes em que ele "define" o AMOR e, diante de toda a relatividade do assunto, essa definição me representou. Pra mim o amor é a coisa mais difícil de aceitar que seja algo relativo, pois seria tão mais fácil uma única definição para todos os seres humanos, tanta gente ia deixar de sofrer e de se doar ao saber que aquilo ali que ela sente não é amor, mas sim frescura. Seria lindo. Mas. Não. É. Assim (igual ao John Green em A culpa é das Estrelas quando quer deixar algo bem claro).

Eu sou o tipo de pessoa que divide a paixão do amor, mas que acredita que os dois podem caminhar juntos. Sou do tipo que acredita que o amor é algo que se constrói à medida que as almas vão trocando energia (defeitos, qualidades, sonhos, manias, loucuras, frescuras) e que, se constrói, desconstrói (isso é algo que eu me obrigo a acreditar), mas o que foi amor antes continuará sendo amor, nada de dizer que foi ilusão ou fraqueza. Isso. É. Ridículo. É ridículo desvalorizar tudo que se foi vivido um dia, é ridículo tirar o crédito da pessoa que te ajudou a crescer e estava contigo nos momentos difíceis só por orgulho ou capricho; a gente faz tanta merda para manter uma imagem que só existe no espelho... ah seres humanos, tão bobinhos.

Seres humanos deixam cicatrizes. Isso é um fato.
Você verá a cicatriz dependendo do ângulo que estiver. Dependendo do seu olhar.
E da sua forma de relativizar. Então, há salvação (uhuuul). 

“Amor não é paixão. Fazer sexo não é fazer amor. Ódio não é amor. Amor não é fogo, não é chama, não é amizade, não é casamento, nem compromisso. Amor não é namorar, não é chorar, não é beijar, não é desejar, não é saudade. Amar não é estar-se preso por vontade. Não é servir quem vence o vencedor. Amor não vai. Amor é o que fica. Amor é resto. Amor é o que sobra do que foi supracitado. Amor não é onda, é o mar. É o companheiro que não abandona depois que todas as fervorosas sensações se foram. Paixão, ódio, saudade, sexo, casamento, desejo são como trens. Amor é estação.”  (Gabito Nunes)