"Somos feitos de silêncio e sons..."

Vou me formando diante de todas essas pausas entre as minhas dúvidas e frente a todas essas certezas incoerentes presentes nas nossas despedidas.

Me remendo com os pedaços de mim existentes nos outros e me completo com os pedaços dos outros que me vestem.

Minhas partes rasgadas são vistas como asas que me permitem voar em busca do sentido da desrazão e esse voo é tão subjetivo, tão silencioso.

Me deito encolhida na frente do espelho para tentar entender a real profundidade da minha condição de falta, de vir a ser. E sou no nada e nada sou.

Aceito minha breve existência nesse mundo e tento aprender com a própria vida o seu sentido próprio, com isso, não vejo motivos para tantos planos e me deixo levar pelos afluentes do vento.

Sofro, choro, grito. Amo, luto, olho! E tudo isso se faz poesia e tragédia dentro de mim. E tudo isso me é.
Viver é sentir o aroma dos sons e escutar o que dizem todas essas fotografias. É ler olhares e tocar, com as pontas dos dedos, o silêncio. É fazer do nada o nosso tudo mais profundo.

O meu viver acontece no fundo do poço e nas bordas do agora. Transbordar quem sou nada mais é do que respeitar meus infernos e meus céus.

A vida acontece nas vírgulas e não na pontuação que nós espera no fim da nossa jornada!

Hoje.

Imagem Google

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