Notas sobre o agora


Mas o que constitui o fim de algo, se não a possibilidade de um novo começo? Às vezes nos prendemos tanto ao fim de um ciclo que não nos permitimos explorar novos labirintos internos, o que nos faz esquecer do fato de que existem coisas na vida que exigem a retirada da vírgula, que pausa, e a presença do ponto que marca um final. Que saibamos então respeitar os nossos limites que transcendem a questão de saber ou não usar a pontuação e que busquemos uma felicidade que vem de dentro, deixando-a transbordar para fora quando estivermos prontos. Que o nosso maior medo seja o de continuar vestidos com aquelas roupas que não nos cabem mais. Que, além de tudo, a gente se permita, porque a efemeridade da vida torna isso necessário. Entende?
Feliz Ano Novo!


(texto de 2014)

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