Ela disse adeus...

Ela foi embora. E eu não poderia acabar esse "texto" nesta única frase! A ida dela foi um evento marcante, foi uma ida forte, vibrante. Ela disse adeus e, independente do lugar para onde ela partiu, foi embora dela mesma. Abandonou quem ela era, sabe como é? Deixou suas formas, seus traços, seu passo e foi se reinventar. Iniciou essa jornada tendo como principal referência quem ela era; queria ser outra, queria ser muitas. Queria ser para poder aparecer para si mesma! Ela, independente de qualquer coisa, permitiu-se à redescoberta dos seus passos, dos seus atos. Imagino que um dos objetivos do voo era (re)descobrir quem ela é quando quem ela sempre foi se percebeu cansada.

Colocou em suas malas alguns pares de roupas, algumas maquiagens e muitos sonhos, muita força e muita, muita, luta. Para a partida se vestiu de coragem e já de uma saudade que brotara desde o momento do início da jornada. Saudade da família, dos amigos e daquela menina que sempre teve muitos medos e muitas interrogações. Ela queria crescer, crescer para dentro; ramificar-se dentro de si. Suas raízes tinham escolhido buscar água em cantos mais distantes. 

"Eu quero novos erros". Ela me disse. "Eu quero novos erros". E eu vi tanta potência nessa fala, ela foi tão forte para mim que senti que poderia pegá-la, sabe? Essa fala ressoou e segue continuando nos gerúndios infinitos dos teus atos. Pensei no tamanho da coragem existente não só na frase, mas nas atitudes que ela, a mulher guerreira, vem tendo, vem se permitindo. Não é fácil tirar todas as roupas que protegem e ficar despida para a vida. E eu consigo te imaginar de braços abertos para o novo; não que não haja medo ou dúvidas ou interrogações, mas sim, colocando-se entre o espaço do meio entre o medo e o ato, seguindo em frente independente do medo que segue perto.

Eu sigo aqui te aplaudindo. Amando-te e torcendo por cada passo teu. Sigo te sentindo, certo? Porque a energia do nosso encontro é maior do que essa distância física que existe entre mim e você.

"Tem horas que a gente já está indo, aí não tem para onde voltar". 
Esta frase também segue ressoando em mim...

Imagem google



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