Quando necessário

Mas o que constitui o fim de algo, se não a possibilidade de um novo começo? Às vezes nos prendemos tanto ao fim de um ciclo que não nos permitimos explorar novos labirintos internos, o que nos faz esquecer do fato de que existem coisas na vida que exigem a retirada da vírgula, que pausa, e a presença do ponto que marca um final. Que saibamos então respeitar os nossos limites que transcendem a questão de saber ou não usar a pontuação e que busquemos uma felicidade que vem de dentro, deixando-a transbordar para fora quando estivermos prontos. Que o nosso maior medo seja o de continuarmos vestidos com aquelas roupas que não nos cabem mais. Que, além de tudo, a gente se permita, porque a efemeridade da vida torna isso necessário. Entende?

E quando necessário, que possamos resgatar antigas músicas que cantam (ou cantavam) as nossas história para que elas possam nos ajudar a lembrar de quem éramos e dos motivos existentes para o almejo por mudanças.

Que o nosso vazio seja um local fértil. De possibilidades.

E que nos deixemos morrer, para que possamos renascer novamente. Quantas vezes for necessário!


Imagem Google
 

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